Compreensão das mídias e o impacto do mau uso da IA no aprendizado: Reflexão
No decorrer da disciplina, foram apresentadas, tanto teoricamente quanto na prática, ferramentas e produtos tecnológicos que podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. No entanto, foi ressaltado a todo tempo o papel de tais tecnologias: tratam-se de recursos, ferramentas, que são auxiliares no processo e não elementos centrais. Num contexto marcado pelo crescente uso da inteligência artificial, é válido questionar a relação entre esta e o aprendizado. Como proposto pela Agenda de Paris (2007), é preciso ir além da
mera "alfabetização digital", para que os alunos compreendam e utilizem as mídias criticamente, compreendendo a si mesmos como sujeitos ativos e compreendendo as mídias tais como são, isto é, como ferramentas. Essa apropriação consciente e criativa das tecnologias pode colaborar para um processo de aprendizagem mais significativo e ativo. Outra preocupação, também abordada pelos artigos apresentados na disciplina e associado ao mau uso da inteligência artificial, é que informações
incorretas prejudiquem o aprendizado. Ao utilizar tais ferramentas, se o estudante não atentar-se às fontes de pesquisa utilizadas ou até mesmo não souber utilizar os prompts corretamente, pode prejudicar-se ao obter informações falsas, incompletas ou fora de contexto. Mais uma vez, fica clara a importância do uso crítico e consciente de tais recursos que, se utilizados corretamente, podem otimizar o estudo. No entanto, se mau utilizados,
podem afetar negativamente o processo e impactar o desenvolvimento presente e futuro dos alunos, prejudicando fatores como autonomia e criatividade, por exemplo.
Tanto no passado, quanto no presente, é útil lembrar que informação é diferente de conhecimento. E a informação, por si mesma, não substitui uma formação crítica e abrangente.
A postagem aborda um tema crucial na era digital: a compreensão das mídias e o impacto do uso das tecnologias na educação. O texto destaca a necessidade de se analisar criticamente as informações veiculadas, considerando a influência do contexto de produção, dos autores, e dos interesses por trás das diferentes mídias.
ResponderExcluirÉ importante lembrar que a democratização da web, onde todos podem postar e compartilhar informações, exige um olhar atento para a curadoria do conteúdo e a verificação de sua fidedignidade. A proliferação de notícias falsas, o efeito bolha, e os discursos de ódio, são exemplos dos desafios que a abundância de informações nos impõe.
O texto poderia ser enriquecido com a menção aos trabalhos de teóricos da comunicação, como Adorno, que já alertava para o aspecto negativo da publicidade como instrumento de obstrução e controle, moldando o consumo e o pensamento.
Outro ponto importante a ser considerado é a influência das redes sociais na construção da identidade. A busca por likes e validação online pode levar à espetacularização da vida e à perda da singularidade, impactando a autoestima e a percepção de si.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), por sua vez, propõe o desenvolvimento de habilidades para o uso crítico e ético das tecnologias na educação, incluindo a análise de diferentes gêneros digitais, como memes, charges, e vlogs.
Por fim, vale ressaltar que o conhecimento sobre as tecnologias e suas implicações é fundamental para a formação de cidadãos críticos e engajados, capazes de participar ativamente do debate público, produzir conteúdo de forma consciente, e lutar por uma mídia mais plural e democrática.
Apenas senti falta de identificar a autoria da postagem para dar o devido crédito.
Obrigada pelo feedback, professor. Perdão. Achei que enviando por e-mail apareceria o nome e sobrenome. Tairinne Pereira.
ResponderExcluirQue bom que você gostou do feedback, Tairinne! Fico feliz com sua dedicação.
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